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Ajude a proteger seu căo do calazar: Jogue o lixo no lixo.

O calazar está preocupando cada vez mais os cearenses, principalmente os que têm um “melhor amigo” em casa.

O nome da doença é complicado, Leishmaniose Visceral (LV), mas todo mundo já ouviu falar nela com uma palavra mais simples: calazar. No Brasil, a LV tem se tornado cada vez mais um grave problema de saúde pública.
No Ceará, os casos de Leishmaniose Visceral em humanos foram notificados pela primeira vez ainda na década de 30. A partir de 1986, a doença começou a ser descrita de forma contínua. Em 2008, foram registrados 3.505 doentes com 183 mortes em todo o país. No Ceará, foram notificados 642 casos, com 431 confirmados em 81 municípios.
Segundo os dados da Secretaria de Saúde do Ceará, no ano passado, cerca de 158.120 animais foram examinados em todo o Estado, desses 11.703 deram resultados positivos e 8.600 foram sacrificados.
Em Fortaleza, de janeiro a junho último, dos 23.408 cães submetidos à sorologia, 1.629 apresentaram resultados positivos e em conseqüência, 1.004 animais doentes foram sacrificados.

 No Estado do Ceará, são consideradas áreas críticas de calazar os municípios de:

  • Juazeiro do Norte
  • Barbalha
  • Fortaleza
  • Maracanaú
  • Caucaia
  • Eusébio

Para entender o quadro da doença em Fortaleza, o coordenador do calazar no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Sérgio Franco explica que, de acordo com o Ministério da Saúde, um bairro é considerado de transmissão intensa se a média de casos humanos ultrapassar 4,4 nos últimos três anos (nesta situação, estão os anos de 2006, 2007 e 2008).

Se você não é dono de um bichinho, mas tem quintal em casa, a preocupação deve ser a mesma. Os bairros com maior índice de transmissão do calazar pertencem à Regional III, são: Pici, Jóquei Clube, Presidente Kennedy, Bela Vista e Quintino Cunha. E não é coincidência que esses bairros tenham muitos pontos de lixo.

Mesmo que seu bairro não esteja nesta lista, você deve fazer a sua parte, pois diferente do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, o inseto transmissor do calazar, o flebótomo Lutzomia longipalpis, procria em terra e em terrenos sujos com muito lixo. As matas úmidas, margens de rios e locais com matéria orgânica são os locais onde o inseto coloca seus ovos.

 

Por isso é importante que você cuide do lixo de casa mantendo o quintal sempre limpo, livre de fezes, folhas e frutas em decomposição. Recolher todo esse material e garantir sua adequada coleta pela prefeitura também faz parte das medidas preventivas. Não jogue lixo nas ruas ou a céu aberto. No lixo e na matéria orgânica o inseto encontra o ambiente propício para se proliferar.  
 

 E para evitar qualquer surpresa desagradável, mantenha seu cão sempre bem tratado, leve-o regularmente ao médico veterinário clínico e peça que ele solicite os exames necessários para diagnosticar a doença. No cão, o exame pode ser realizado através do sangue, linfonodo, medula e pele.

Por isso não esqueça que você precisa fazer a sua parte para ajudar a combater o inseto transmissor e a controlar o avanço da doença.

Responsabilidade social: um dever de todos!

Texto: Mirelle Costa
Colaboração: Christiane Myrta


 

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